27 de ago. de 2010



HJ O HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS NO RIO DE JANEIRO
INÍCIO ÀS 17:21
TÉRMINO ÀS 18:15
PARA QUEM QUISER O HORÁRIO EM OUTRO LUGAR É SÓ ACESSAR O SITE ABAIXO.
http://www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html
SHABBAT SHALOM!!!
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shaná tova umetuka!!!
{21} 2537-6580
amora@amoraconvites.com.br
 

















                    
    

QUE DIA É HJ?

CALENDÁRIO JUDAICO

O calendário judaico é basicamente lunar, pois nele cada mês começa em uma lua nova, pois a palavra hebraica que é usada na Bíblia para significar mês é CHÓDESH, que significa lua nova, e vem da palavra CHADASH, que significa novo.

Pode ser considerado como dia da lua nova o dia em que ocorre a conjunção lunar, ou o dia seguinte ao em que ocorre a conjunção lunar.

No entanto, o calendário judaico é também solar, pois em Êxodo 12:2 e em Êxodo 13:4, Deus ordenou que o primeiro mês do ano seja o mês de Aviv, e a palavra Aviv significa primavera, de modo que o primeiro mês do ano deve ser o mês que coincide com o início da primavera na Terra de Israel, e as estações do ano são fixadas pelo movimento da Terra em redor do Sol.

Portanto, o calendário judaico, que é o calendário bíblico, é um calendário misto, lunar e solar, em que os meses são marcados pelos movimentos da lua, e os anos são marcados pelos movimentos do sol.

O ciclo da lua é de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3 segundos, ou seja, aproximadamente 29 dias e meio.

Por isso, no calendário judaico os meses têm 30 dias e 29 dias, alternadamente.

Portanto, 12 meses, sendo 6 de 30 dias e 6 de 29 dias, dão um total de 354 dias. Como o ciclo do sol é de 365 dias e seis horas, aproximadamente, então existe uma diferença de cerca de 11 dias entre o ano lunar e o ano solar.

Para compatibilizar os meses lunares com o ano solar, esta diferença de cerca de 11 dias é compensada acrescentando-se em determinados anos um 13o  mês de 30 dias.

Este 13o mês é intercalado antes do mês de Adar, e é chamado Adar Rishon, que significa Adar Primeiro, e quando isto acontece, o mês de Adar passa a ser chamado Adar Sheni, que significa Adar Segundo.

Desta forma, temos no calendário judaico anos de 12 e de 13 meses.

O ano de 12 meses é chamado ano “comum”, e o ano de 13 meses é chamado ano “embolismal” (do grego: intercalado).

Tanto o ano comum como o ano embolismal pode ser “regular”, “bissexto” ou “deficiente”.

O ano é “regular”, quando os meses se sucedem com regularidade, sendo um de 30 e outro de 29 dias. No ano comum regular, todos os meses ímpares têm 30 dias, e todos os meses pares têm 29 dias. No ano embolismal regular, acontece o mesmo, com exceção de que o 12º mês tem 30 dias e o 13º mês tem 29 dias.

O ano é “bissexto” quando o mês de Cheshvan (8o mês) tem 30 dias ao invés de 29.

E o ano é “deficiente” quando o mês de Kislev (9o mês) tem 29 dias ao invés de 30.

Assim, temos 6 tipos diferentes de anos:

1) Ano “comum regular”, com 354 dias.

2) Ano “comum bissexto”, com 355 dias.

3) Ano “comum deficiente”, com 353 dias.

4) Ano “embolismal regular”, com 384 dias.

5) Ano “embolismal bissexto”, com 385 dias.

6) Ano “embolismal deficiente”, com 383 dias.

No calendário judaico, cada “ciclo” de 19 anos contém 12 anos comuns e 7 anos embolismais. O terceiro, sexto, oitavo, décimo primeiro, décimo quarto, décimo sétimo e décimo nono de cada ciclo são anos embolismais.

Um ano embolismal pode ser facilmente identificado. Basta dividir o seu número por 19. Se a divisão apresentar o resto de 3, 6, 8, 11, 14, 17 ou 0, o ano é embolismal.

Os rabinos introduziram o costume de considerar o primeiro dia do mês de Tishrei (7º mês) como sendo o primeiro dia do ano, e por isso até hoje a maioria dos judeus chama o primeiro dia do mês de Tishrei de Rosh haShaná, que significa início do ano, ou dia do ano novo.

No entanto, isto não é correto, pois Deus ordenou que consideremos o mês de Aviv (mês da Primavera) como o primeiro mês do ano (Êxodo 12:2 e 13:4), de modo que o verdadeiro dia do início do ano, ou dia do ano novo (Rosh haShaná), é o primeiro dia do mês de Aviv, também chamado Nissan.

Por isso, os judeus caraítas e os judeus ebionitas consideram o primeiro dia do mês de Aviv, ou Nissan, como sendo o início do ano, ou dia de ano novo (Rosh haShaná).

O primeiro dia do mês de Tishrei, que é o sétimo mês, deve ser chamado de Yom Teruá, ou Yom Zicaron Teruá, pois Deus assim ordenou em Levítico 23:24, e em Números 29:1.

Conhecem-se hoje apenas quatro nomes bíblicos de meses: Aviv e Ziv, na primavera, e Etanim e Bul, no outono.

O primeiro mês é chamado mês de Aviv, em Êxodo 13:4.

O segundo mês é chamado mês de Ziv, em 1 Reis 6:1.

O sétimo mês é chamado mês de Etanim, em 1 Reis 8:2.

O oitavo mês é chamado mês de Bul, em 1 Reis 6:38.

Os nomes atuais são de origem babilônica.

Aliás, a Torá se refere sempre aos meses pelo número de ordem (primeiro mês, segundo mês, etc.), com exceção do primeiro mês, que é chamado de mês de Aviv, em Êxodo 13:4.

Assim, a Páscoa (Pêssach) é celebrada no “primeiro mês”, e Yom Teruá e Yom Kipur são celebrados no “sétimo mês”.

Os nomes e respectivos números de dias dos meses obedecem à seguinte ordem:

1o -    Nissan, com                30 dias.
2o -    Iyar, com                      29 dias
3o -    Sivan, com                  30 dias.
4o -    Tamuz, com                29 dias.
5o -    Av, com                        30 dias.
6o -    Elul, com                      29 dias.
7o -    Tishrei, com                 30 dias.
8o -    Cheshvan, com          29 ou 30 dias.
9o -    Kislev, com                  30 ou 29 dias.
10o - Tevet, com                  29 dias.
11o - Shevat, com                30 dias.
12o - Adar, com                    29 dias, ou
         Adar Rishon, com       30 dias.
13o - Adar Sheni, com         29 dias.
        
Nos anos comuns, o 12o mês chama-se Adar, e não existe o 13o mês.  Nos anos embolismais, o 12o mês se chama Adar Rishon (Adar Primeiro), e é acrescentado o 13o mês, que se chama Adar Sheni (Adar Segundo).

O início do sétimo mês, o mês de Tishrei, pode ser alterado de um dia. Esta alteração se procede em obediência a duas fundamentais regras rabínicas, a saber:

1- Jamais o Yom Kipur pode cair numa sexta-feira ou num domingo.

2- Jamais o dia de Hoshaná Rabá (21 de Tishrei) pode cair num sábado.

Em conseqüência da primeira regra, o primeiro dia do sétimo mês (Yom Teruá) jamais cai numa quarta ou sexta-feira, e em decorrência da segunda regra, tampouco cai num domingo.

Por sua vez, o Yom Kipur, além de jamais cair numa sexta-feira ou num domingo, tampouco cai numa terça-feira, em decorrência da segunda regra.

Um modo prático para memorizar tudo o que precede, é a fórmula hebraica “Adu” (álef, dálet, vav).

O álef representa o número 1, o primeiro dia da semana, o dálet representa o número 4, o quarto dia da semana, e o vav representa o número 6, o sexto dia da semana.

Esta fórmula significa que o primeiro dia do sétimo mês (Yom Teruá) não pode cair num domingo, quarta ou sexta-feira.

Com isso, ficam resguardadas as duas regras fundamentais do calendário judaico.

A capa de muitos calendários judaicos traz impressa uma sigla de 3 letras hebraicas.

Estas 3 letras contêm o caráter do ano inteiro.

A primeira letra da direita corresponde ao Yom Teruá. A última letra, ao dia da Páscoa (Pêssach), e a letra do meio indica se o ano é regular, bissexto ou deficiente.

O ano regular é indicado com a letra “caf” (inicial da palavra hebraica “Kesidrá”), o ano bissexto é indicado com a letra “shin” (inicial da palavra hebraica “shelemá”), e o ano deficiente é indicado com a letra “chet” (inicial da palavra hebraica “chesserá”).

Quem pois está por pouco que seja familiarizado com o calendário judaico, tem diante de si, apenas com esta sigla, os dias da semana em que caem todas as festas religiosas do ano, sabendo-se que estas estão estreitamente relacionadas com os dias da semana em que caem o Yom Teruá e a Páscoa.

Porém, a chave mesma do calendário judaico nos é fornecida pela flexibilidade do mês de Kislev, que tanto pode conter 30 dias como, se necessário, 29.

Daí a utilidade prática da fórmula ADU.

Ao verificar-se que no ano seguinte Yom Teruá poderá cair num domingo, quarta ou sexta, corta-se um dia do mês de Kislev e desta forma no ano seguinte o Yom Teruá fica antecipado para sábado, terça ou quinta-feira.

Quanto à flexibilidade do mês de Cheshvan, que ao invés de 29 tem às vezes 30 dias, o motivo é semelhante ao de, no calendário gregoriano, fevereiro às vezes ter 29 dias ao invés de 28.

Trata-se de um acerto de tempo.

O ciclo da lua é de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3 segundos.

Por isso, os meses têm alternadamente 30 dias e 29 dias, o que dá uma média de 29 dias e meio.

No entanto, existem os 44 minutos e 3 segundos que sobram, e esta diferença vai se acumulando, e a cada 33 meses, aproximadamente, esta diferença acumulada gera um dia a mais, e por isso é necessário que haja anos bissextos, para acertar essa diferença.

O fato é que num ciclo de 19 anos o calendário judaico alcança a perfeição da coincidência do ano lunar com o ano solar.

Reminiscência dos tempos em que o Sinédrio proclamava a lua nova, baseado no testemunho de pelo menos dois observadores que transmitiam a notícia por meio de sinais de fogo acesos nas colinas, ou por velozes mensageiros, é o costume de, na diáspora, celebrarem-se certos feriados dois dias seguidos, pois corrigem-se desta forma eventuais enganos de observação na aparição do menor quarto crescente da lua nova.

Duas outras características do calendário judaico que convém destacar, são: que os dias da semana, em hebraico, com exceção de sábado, não têm nome, e que, contamos o dia “de noite para noite”, começando o mesmo ao pôr do sol e terminando 24 horas depois, ao se avistar as primeiras estrelas, tudo de acordo com o que está escrito em Gênesis 1:5: “E houve noite e houve manhã, o primeiro dia”.

Para ver um calendário com a marcação do início de cada mês do calendário judaico e dos dias das festas que Deus ordenou e das demais festas bíblicas, veja a seguinte página: http://www.servosdejave.org.br/calendario.htm .

Para obter um programa que dá o calendário judaico em todos os anos, veja a seguinte página: http://www.kaluach.org/








Hj estou sem assunto pq estou meio deprê. Tanta coisa importante pra fazer e resolver e sem nenhuma disposição.A vontade que tenho é de deitar na cama e não pensar em nada.
Preciso muito começar a tomar o remédio pra acabar com a TPM, pois todo mês é a mesma coisa. Ontem eu dormi na hora que o meu marido sai de casa pra trabalhar e quando ele voltou tbm estava dormindo. Tudo isso, pra não ter que conversar pq eu estou tão insuportável que não quero olhar pra cara de ninguém e nem que ele seja obrigado a me aguentar,sabe?

Durante o período que antecede a menstruação, a mulher pode sentir alguns desconfortos que caracterizam a tensão pré-menstrual (a famosa TPM), tais como:
•    depressão;( SE VC JÁ ESTAVA ELA PIORA)
•    vontade de chorar;( DE SE DEBULHAR POR QUE A FOLHA CAIU NO CHÃO E COITADA, PQ ELA TINHA QUE CAIR JUSTAMENTE ALI NA MINHA FRENTE)
•    fome em excesso ou falta de apetite;( PRA QUEM É MAGRA, FALTA DE APETITE;PRA QUEM É GORDA APETITE EM EXCESSO. CLARO QUE EU FAÇO PARTE DO APETITE EM EXCESSO
•    falta de sono;(OU SONO EM EXCESSO TBM)
•    inchaços;( MAIS QUE INCHAÇO, SÃO 3 A 4 QUILOS POR MÊS)
•    agressividade; (TENHO VONTADE DE VOAR NO PESCOÇO E ESTRANGULAR ATÉ SE ESCUTO O BARULHO DA COMIDA NA HORA DA MASTIGAÇÃO)
•    ansiedade; ( COMER UMA BARRA DE CHOCOLATE E TUDO QUE VEM PELA FRENTE  INCLUSIVE AS UNHAS)
•    dor de cabeça; (VONTADE DE ARRANCAR A CABEÇA FORA)

•    acne.( É A UNICA COISA QUE NÃO TENHO)
Menopausa - A TPM tende a se intensificar dos 35 anos até a menopausa (período em que terminam os ciclos menstruais). Nessa fase, até mulheres que não sofriam do problema podem ser atingidas pelo início de uma disfunção hormonal.  Os efeitos da TPM também podem continuar ao longo da menstruação e, nesse caso, o fenômeno recebe o nome de tensão menstrual. 
Atividades físicas, alimentação saudável e medicamentos podem amenizar tensão pré-menstrual, sinônimo de transtorno para muitas mulheres
Se eu tivesse dinheiro sobrando, com toda a certeza a minha TPM seria menor e eu aliviaria de formas beeeeeem prazerosas como essas...
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26 de ago. de 2010

ROSH HASHANÁ

ESTAMOS NOS APROXIMANDO DE ROSH HASHANÁ ...
PARA QUEM NÃO SABE E PARA QUEM ESQUECEU...
Li e achei bem esclarecedor.


símbolos e costumes 



Mergulhar no mel uma fatia de chalá redonda e uma de maçã; saborear tâmaras, doce de abóbora ou cenouras adocicadas são atos que fazem parte do ritual que precede a refeição festiva, nas noites de Rosh Hashaná. pois é costume, após o kidush, provar vários alimentos simbolicamente selecionados e sobre cada um destes, fazer um pedido para o novo ano, ao Todo-Poderoso.
Transmitido de geração em geração, esse costume está baseado em um ensinamento talmúdico e faz parte de vários códigos de leis. Os alimentos, escolhidos tanto por ter um sabor doce como pela conotação sugerida por seu nome em aramaico ou hebraico, devem servir de "bom augúrio" para o ano que se inicia.

Mas, alertam nossos sábios, ainda que estes alimentos despertem, por seu sabor, sensações agradáveis, o essencial é o significado espiritual que têm. Como o importante não é o que se come, mas o porquê, foi instituída uma prece específica ou um pedido para cada um dos mesmos. É esta pequena prece que confere à ação o seu significado espiritual. Assim, antes de ingerir um alimento, nos dirigimos ao Todo-Poderoso e rogamos, de todo coração: "Que seja Tua vontade, Senhor nosso D'us, D'us de nossos pais..." "Yehi Ratzon Milefanêcha, Ado-nai Elo-Henu Velo-hê Abotenu".

Que alimentos são esses? Sua escolha remonta à época talmúdica, mas, no decorrer dos séculos, foram adotados diferentes costumes nos vários países onde os judeus se estabeleceram. Daí a diversidade das tradições entre as diferentes comunidades. Ashquenazitas e sefaraditas têm costumes diferentes, apesar de alguns itens serem comuns a todos. A regra é simples: deve-se seguir o costume de sua casa.


Importância da simbologia

Quando discute a eficácia dos atos simbólicos, o Talmud dá uma indicação de sua importância ao declarar que os reis de Israel devem ser coroados apenas na primavera - para que sua soberania seja contínua, como o fluir dos rios, durante essa estação. Em seguida, ao se referir a Rosh Hashaná, afirma: "Abaye ensina: agora que foi dito que um augúrio tem significado, cada pessoa deve habituar-se a comer, no início do ano, alimentos como abóbora, alho-poró, acelga e tâmaras...".

A primeira pergunta é qual o motivo para o uso desses símbolos em Rosh Hashaná. Estes presságios servem de lembrete. Ao ingerir alimentos que têm conotações positivas e dirigir pedidos ao Todo-Poderoso, a pessoa se conscientiza que está sendo julgada por seus atos no ano que finda. Sabe que é chegado o momento de tentar aproximar-se de D'us e se arrepender por seus erros.

A segunda é qual a razão para terem sido escolhidos certos alimentos. Variam as opiniões. Segundo Rashi, a simbologia pode ser explicada por dois aspectos: a doçura natural de alguns alimentos, representando um novo ano além de bom, também "doce"; enquanto outros crescem rápido e são abundantes - o que representaria a abundância dos méritos de todo o povo de Israel.

Outros sábios apontam o fato de que é no nome de alguns alimentos que está contida sua simbologia. Há os que fazem referência ao crescimento e à abundância. Estes alimentos simbolizariam a fartura e o aumento das boas ações praticadas por Israel. Outros fazem alusão à eliminação ou à destruição e são usados em referência aos pecados e aos inimigos de Israel - "a todos aqueles que queiram fazer-nos mal".

Alguns comentaristas afirmam que a expressão "nossos inimigos", nas preces, não é uma alusão aos inimigos externos, mas sim aos "anjos da acusação" que nos acompanham. Segundo o Talmud, os anjos são criados quando cometemos uma ação. Quando praticamos o bem e obedecemos a Vontade Divina, criamos para nós mesmos um anjo defensor - um sanegor. Mas, toda vez que praticamos uma má ação, transgredindo a Vontade Divina, cria-se um categor - um anjo que nos acusa perante D'us. 

Portanto, ao pedir a "aniquilação e a erradicação de nossos inimigos", pedimos a D'us que sejam eliminados todos os inimigos de Israel - os "externos" e os "internos", os que carregamos em nosso íntimo e nos levam a transgredir. Pedimos também a D'us que anule os decretos negativos e que só boas ações sejam lidas perante Ele.


Alimentos doces 

Em Rosh Hashaná, costuma-se consumir apenas bebidas e alimentos adocicados - indicando a esperança de um ano de fartura e doçura. Esta tradição aparece nos textos sagrados. No Livro de Samuel, por exemplo, o rei David e suas tropas enviaram a Nabal, o carmelita, a mensagem: "Aqui viemos para o Yom Tov; por favor, dá-nos o que estiver ao teu alcance" (25:8). 

Segundo Rashi, era véspera de Rosh Hashaná e David não tinha alimentos para a refeição festiva. Embora Nabal tenha recusado o pedido, sua esposa, Abigail, forneceu os víveres, inclusive vinho, uvas e figos secos. Estas frutas adocicadas constituíram as refeições de Rosh Hashaná do rei David e seus homens. Foi também em Rosh Hashaná que Neemias, no capítulo 8:10, dispensou os judeus reunidos em Jerusalém, dizendo-lhes: "Vão, comam alimentos ricos, tomem bebidas doces e mandem um pouco para aqueles que nada prepararam para si mesmos, pois sagrado é este dia para o Senhor".
O costume de consumir alimentos doces é uma das características mais marcantes das refeições de Rosh Hashaná. 

O kidush é feito de preferência sobre um vinho doce e, em seguida, molha-se um pedaço de chalá no mel ou no açúcar. Certas comunidades têm o hábito de molhar o pão no mel, ao invés do sal, no período de Rosh Hashaná até o sétimo dia de Sucot. 

As chalot usadas na festividade também são adocicadas e, diferentemente do feitio de trança geralmente usado no restante do ano, são feitas redondas para simbolizar o ciclo da vida, da continuidade e da eternidade. Feitas sem arestas, simbolizam nosso pedido para um ano sem conflitos. O feitio circular, de coroa, serve também como lembrete da Realeza de D'us, o tema mais importante da data.

Há várias simbologias no ato de se molhar a chalá no mel. Entre elas, a semelhança existente entre a chalot e o maná que alimentou Israel, durante 40 anos no deserto. Qual era o gosto do maná? "Tinha o sabor de massa frita com mel" (Êxodo 16:31). A própria palavra ´mel´, em hebraico, transmite a esperança na Misericórdia Divina, pois o valor numérico da palavra "dvash" (mel) equivale ao valor de "Av Ha'Rachamim" (Pai Misericordioso). Assim, o mel simboliza a esperança de que a sentença decretada por D'us seja amenizada por Sua infinita compaixão. 

É também no mel que, a seguir, molhamos uma fatia de maçã - ou no açúcar, como fazem os judeus orientais, para reforçar os votos para o novo ano. Após agradecer o Todo Poderoso por Sua benevolência, pedimos que Ele nos conceda novamente um ano bom e tão doce quanto o mel. 
E por que nossos sábios escolheram a maçã e não outra fruta? Porque esta representa nosso povo e, em várias ocasiões, nos textos sagrados, Israel é comparado a ´uma maçã perfumada´. 

Esta fruta é também usada como símbolo para representar a Torá. Em textos cabalísticos usa-se freqüentemente a expressão "Campo de Maças Sagradas" para descrever a manifestação da Presença Divina. O perfume da maça é uma referência ao perfume do Jardim do Éden e é também associado à bênção que Yaacov recebeu de seu pai, Itzhak. Segundo nossos sábios, este fato aconteceu em Rosh Hashaná.


Sefaraditas e ashquenazitas

Segundo o costume sefaradita, os alimentos utilizados nas noites de Rosh Hashaná são tamar (tâmara), rubia (feijão de corda), carti (alho-poró), silcá (acelga), cará (abóbora), rimon (romã), tapuach (maçã), mel e rosh keves (cabeça de carneiro). Entre os ashkenazitas é costume usar tapuach (maçã), mel, guezer (cenouras), keruv (repolho), dag (peixe), rimon (romã) e rosh dag (cabeça de peixe). 

Ao se analisar a raiz hebraica ou aramaica dos nomes dos alimentos que, ao longo dos anos, foram integrados ao ritual, conseguimos entender o significado das bênçãos e sua ligação com a história judaica. Sobre certos alimentos, invocamos a D'us pelo "aumento" de nossos méritos e nossas virtudes. Este é o pedido feito quando ingerimos, por exemplo, feijão de corda - em hebraico, rubia. 

O nome hebraico provém do radical rava, 'aumentar'. Na realidade, o uso de algum alimento que aluda ao termo "aumentar" não se limita às espécies mencionadas no Talmud ou ao seu nome em hebraico. Pode ser utilizado, também, algum alimento cujo nome lembre este termo, no idioma local usado pelos judeus, em uma determinada região. Por isso, muitas comunidades que falavam ídiche passaram a usar cenouras no lugar de rubia - planta comum no Oriente Médio, mas não na Europa. Cenoura, em ídiche, é mehren. Esta palavra significa também "aumentar" ou " multiplicar". De forma similar, a palavra alemã para cenoura é mohrube, muito semelhante às palavras mehr - 'mais' - e rubia.

Ao ingerir peixe, os ashquenazitas pedem a D'us que possam "multiplicar-se como os peixes".O costume também é interpretado como uma proteção contra o mau-olhado. Ensina o Talmud que o mau-olhado não tem poder sobre aquilo que está escondido dos olhos e, como os peixes vivem dentro d'água, o mau-olhado não os pode afetar. Já a romã serve para invocar o aumento de nossos méritos, para que nos tornemos repletos de boas ações, como a profusão de sementes dessa fruta. A simbologia, neste caso, é simples, pois a romã possui 613 grãos - o número das mitzvot da Torá. 

Com os outros alimentos, pedimos a D'us que nos afaste de tudo aquilo que nos faz mal ou leva a fazê-lo. Assim, comemos tâmaras, cujo nome tamar lembra o radical tam - exterminar.

E pedimos que sejam exterminados todos os nossos inimigos e aqueles que nos queiram fazer mal. Em aramaico, alho-poró é cartie e, em hebraico, carat, que também significa 'eliminar'. 

Assim, ao comer o alho-poró, pedimos a D'us que elimine nossos inimigos. Com a silcá, acelga, cuja palavra vem da raiz silec, 'afastar', pedimos que sejam afastados aqueles que querem o nosso mal. Entre os alimentos doces, os sefaraditas costumam comer um doce feito de abóbora, em hebraico, cara, termo que nos remete à palavra cará, 'anular'. Ao comê-lo, pedimos que nesse dia de julgamento sejam anulados os maus decretos e apenas os nossos méritos sejam lidos perante D'us.

Finalmente o último pedido: ao comer alguma parte da cabeça de um animal ou peixe pedimos para ser bem-sucedidos, colocados "na cabeça e não na cauda". Mas por que há uma aparente redundância nas palavras? Para lembrar Israel a não ser subserviente a nenhum outro poder - a não ser a D'us. Para este pedido, costuma-se usar uma parte da cabeça do carneiro. Assim, D'us se recordará, para o nosso bem, o mérito do sacrifício de Yitzhak - que, à última hora, foi substituído por um carneiro.


Outros costumes

Em algumas comunidades costuma-se comer uma fruta nova da estação na segunda noite de Rosh Hashaná, para justificar a bênção de Shehecheianu que fazemos sempre que temos prazer com coisas novas.

Com o tempo, foram adotados vários outros costumes específicos, inspirados nos nomes de certos alimentos. Os judeus da Ucrânia, por exemplo, costumavam dar aos filhos, em Rosh Hashaná, fígado de galinha. Isto porque em ídiche, fígado é leberlach um homófono da palavra leb ehrlic - 'viver honestamente'. Há os que não comem nozes nesta festividade, porque a soma das letras da palavra egoz (noz) tem o mesmo valor numérico do que chet, o termo hebraico para 'pecado'.

Alguns grupos assam a chalá em feítio de espiral como um lembrete de que D'us decidirá quem subirá e quem descerá os degraus da vida. Um costume menos conhecido é o de fazer a chalá no formato de um pássaro, como está descrito em Isaías (31:5): "Como pássaros flutuando, assim o Senhor protegerá Jerusalém". 

Enquanto em certos lares sefaraditas, oriundos de países do Mediterrâneo e do Oriente Médio, é comum começar a refeição festiva com um peixe inteiro - como expressão do desejo de prosperidade, fertilidade e boa sorte no ano vindouro - há judeus marroquinos que não comem peixe em Rosh Hashaná. Segundo esta tradição, o peixe deve ser evitado pois em hebraico a palavra para peixe é Dag e lembraria a palavra D'agá, que significa ´preocupação´.

Independentemente do costume adotado em cada comunidade, nós, assim como todas as gerações que nos precederam, continuaremos invocando, também neste Rosh Hashaná, a Bênção Divina sobre o povo de Israel. Que seja para todos um ano bom e doce!
SHANÁ TOVÁ UMETUKÁ!!!!!


Bibliografia: 
"Rosh Hashanah, Its significance, laws and prayers, a presentation anthologized from Talmudic and traditional sources", The ArtScroll Mesorah Series, Mesorah Publications 
"Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sucot", compilados por Rabino Isaac Dishi, edição Congregação Mekor Haim. 

Fonte: Revista Morashá